“Nenhum homem é uma ilha, sozinho em si mesmo; cada homem é parte do continente, parte do todo; se um seixo for levado pelo mar, a Europa fica menor, como se fosse um promontório, assim como se fosse uma parte de seus amigos ou mesmo sua; a morte de qualquer homem me diminui, porque eu sou parte da humanidade; e por isso, nunca procure saber por quem os sinos dobram, eles dobram por ti”.
sábado, 2 de maio de 2009
Trecho de For Whom the Bells Tolls por Ernest Hemingway
“No man is an island, entire of itself; every man is a piece of the continent, a part of the main. If a clod be washed away by the sea, Europe is the less, as well as if promontory were, as well as if a manor of thy friend’s or of thine own were. Any man’s death diminishes me, because I am involved in mankind; and therefore never send to know for whom the bell tolls; it tolls for thee”.

“Nenhum homem é uma ilha, sozinho em si mesmo; cada homem é parte do continente, parte do todo; se um seixo for levado pelo mar, a Europa fica menor, como se fosse um promontório, assim como se fosse uma parte de seus amigos ou mesmo sua; a morte de qualquer homem me diminui, porque eu sou parte da humanidade; e por isso, nunca procure saber por quem os sinos dobram, eles dobram por ti”.
“Nenhum homem é uma ilha, sozinho em si mesmo; cada homem é parte do continente, parte do todo; se um seixo for levado pelo mar, a Europa fica menor, como se fosse um promontório, assim como se fosse uma parte de seus amigos ou mesmo sua; a morte de qualquer homem me diminui, porque eu sou parte da humanidade; e por isso, nunca procure saber por quem os sinos dobram, eles dobram por ti”.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Em teus braços
Quero correr ao teu encontro.
Me jogar em teus braços.
Deixar que meu corpo alcance
a mesma temperatura tua,
Enquanto me carregas para longe.
Que nosso encontro marque
o fim do meu tormento,
Que traga a luz,
A paz,
O sossego.
Que a calma se espalhe.
Que todos os outros desapareçam.
Que o som se esvaia.
Que os odores sejam leves.
Seria um pôr-do-sol alaranjado
Ou uma chuva forte
Aquilo que melhor combinaria com teu colo?
Será que você é capaz de me afagar?
Será carinhosa e delicada?
Ou será cruel e impiedosa?
Será o fim do sofrimento?
Há muito que te olho,
Mas temo o real de tua eternidade.
Não sei se estou pronta para o teu abraço.
Quando te vejo,
Ainda corro para o outro lado.
Me jogar em teus braços.
Deixar que meu corpo alcance
a mesma temperatura tua,
Enquanto me carregas para longe.
Que nosso encontro marque
o fim do meu tormento,
Que traga a luz,
A paz,
O sossego.
Que a calma se espalhe.
Que todos os outros desapareçam.
Que o som se esvaia.
Que os odores sejam leves.
Seria um pôr-do-sol alaranjado
Ou uma chuva forte
Aquilo que melhor combinaria com teu colo?
Será que você é capaz de me afagar?
Será carinhosa e delicada?
Ou será cruel e impiedosa?
Será o fim do sofrimento?
Há muito que te olho,
Mas temo o real de tua eternidade.
Não sei se estou pronta para o teu abraço.
Quando te vejo,
Ainda corro para o outro lado.
domingo, 12 de abril de 2009
Autor? Desconhecido ou a preguiça o tomou antes de assinar
Ode à preguiça
Estou mesmo sonolento
Estou com uma grande pedrada
Só sei que neste momento
não me apetece fazer nada
Enquanto carrego esta cruz
de sonolência e maçada
O que vale é a falta de luz
que ajuda à cowboiada
Com tarefas por desenvolver
e sem luz nem vontade
Quem diria que quadras fazer
me acordava nesta tarde
Para variar o inútil
é aquilo que mais me apanha
Passe um dia, passe mil
não consigo largar esta manha
Assim encontro o meu alento
a puxar pelas rimas
Quando acabar este testamento
mostro-o a amigos, colegas e primas
Nos corredores não vejo gente
estará tudo a trabalhar?
Mas sou só eu sem corrente
ou alguém partilha o meu azar?
Procrastinação forçada
tem o seu "quê" de engraçado
Mas quando se trata de fazer nada
não me sinto nada forçado
Passam-se os minutos
e o raio da luz não aparece
Isto teve piada a brutos
mas agora também já me aborrece
E eis que de surpresa
surge a luz em velocidade
E em tudo o que é mesa
regressa a normalidade
A partir deste momento
tenho o trabalho de novo à espera
Volto a ficar sonolento
e a preguiça de sempre impera!
Estou com uma grande pedrada
Só sei que neste momento
não me apetece fazer nada
Enquanto carrego esta cruz
de sonolência e maçada
O que vale é a falta de luz
que ajuda à cowboiada
Com tarefas por desenvolver
e sem luz nem vontade
Quem diria que quadras fazer
me acordava nesta tarde
Para variar o inútil
é aquilo que mais me apanha
Passe um dia, passe mil
não consigo largar esta manha
Assim encontro o meu alento
a puxar pelas rimas
Quando acabar este testamento
mostro-o a amigos, colegas e primas
Nos corredores não vejo gente
estará tudo a trabalhar?
Mas sou só eu sem corrente
ou alguém partilha o meu azar?
Procrastinação forçada
tem o seu "quê" de engraçado
Mas quando se trata de fazer nada
não me sinto nada forçado
Passam-se os minutos
e o raio da luz não aparece
Isto teve piada a brutos
mas agora também já me aborrece
E eis que de surpresa
surge a luz em velocidade
E em tudo o que é mesa
regressa a normalidade
A partir deste momento
tenho o trabalho de novo à espera
Volto a ficar sonolento
e a preguiça de sempre impera!
sinto-me:
Sonolento
sábado, 11 de abril de 2009
¿Por que te vas?
Hoy en mi ventana brilla el sol
Y el corazón, se pone triste
Contemplando la ciudad
Por que te vas
Como cada noche desperté
Pensando en ti
Y en mi reloj todas las horas vi pasar
Por que te vas, por que te vas
Todas las promesas de mi amor se irán contigo
Me olvidarás, me olvidarás
Junto a la estación hoy lloraré igual que un niño
Por que te vas, por que te vas
Bajo la penumbra de un farol
Se dormirán
Todas las cosas que quedaron por decir
Se dormirán
Junto a las manillas de un reloj
Esperarán
Todas las horas que quedaron por vivir
Esperaran, esperaran
Todas las promesas de mi amor se irán contigo
Me olvidarás, me olvidarás
Junto a la estación hoy lloraré igual que un niño
Por que te vas, por que te vas
Por que te vas, por que te vas
Por que te vas, por que te vas
(Jose Luis Perales)
Y el corazón, se pone triste
Contemplando la ciudad
Por que te vas
Como cada noche desperté
Pensando en ti
Y en mi reloj todas las horas vi pasar
Por que te vas, por que te vas
Todas las promesas de mi amor se irán contigo
Me olvidarás, me olvidarás
Junto a la estación hoy lloraré igual que un niño
Por que te vas, por que te vas
Bajo la penumbra de un farol
Se dormirán
Todas las cosas que quedaron por decir
Se dormirán
Junto a las manillas de un reloj
Esperarán
Todas las horas que quedaron por vivir
Esperaran, esperaran
Todas las promesas de mi amor se irán contigo
Me olvidarás, me olvidarás
Junto a la estación hoy lloraré igual que un niño
Por que te vas, por que te vas
Por que te vas, por que te vas
Por que te vas, por que te vas
(Jose Luis Perales)
domingo, 29 de março de 2009
De uma amiga para o chopin

" Deus... Eu vos peço sabedoria para entender um homem, amor para perdoá-lo e paciência pelos seus atos, porque Deus, se eu pedir força, eu bato nele até matá-lo. "
"Todas as mulheres já ficaram com um cara comprometido, já pegaram um menino mais novo, já beijaram um homem que a amiga gostava e já amaram um cafajeste. Todas as mulheres já tentaram resistir, mas não conseguiram e, se conseguiram, se arrependeram. Todas as mulheres já pensaram em negar, já juraram dizer "não" pra sempre e o 'pra sempre' terminava na próxima vez em que se viam. Todas as mulheres um dia já pegaram um cara feio, já terminaram por opiniões de amigas e já apontaram pra um cara gato e falaram: "Aquele ali eu já peguei!". E toda mulher tem um amigo colorido e um amigo gay. Sabe por quê? Porque também somos seres humanos e também temos hormônios e sentimentos. Também temos um reserva e também gostamos de provar os de fora. Nós também podemos ver a beleza em alguém quando estamos bêbadas, podemos negar que pegamos algum cara, podemos falar que já levamos vocês pra cama.
Nós somos mulheres!"
terça-feira, 10 de março de 2009
O clima
Minha mãe sempre me dizia que de alguma forma eu influenciava o tempo.
Quando bem pequena, acreditava nisso cegamente.
Quando um pouco maior, desconfiei.
Quando maior, concluí que crer que tinha tal poder era absurdo.
Há pouco, percebi que era mesmo muita coincidência os raios e trovões acompanharem minha ira; assim como a chuva o pequeno pranto; o calor com o incômodo; o sol prazeiroso com a necessidade de renovação... Mas deveria ser apenas coincidência mesmo.
Hoje, decidi que, por mais absurdo que seja,
minha mãe estava certa.
Quando bem pequena, acreditava nisso cegamente.
Quando um pouco maior, desconfiei.
Quando maior, concluí que crer que tinha tal poder era absurdo.
Há pouco, percebi que era mesmo muita coincidência os raios e trovões acompanharem minha ira; assim como a chuva o pequeno pranto; o calor com o incômodo; o sol prazeiroso com a necessidade de renovação... Mas deveria ser apenas coincidência mesmo.
Hoje, decidi que, por mais absurdo que seja,
minha mãe estava certa.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Rejuvenescendo...
Não sei direito...
Bateu uma bad hoje.
Me dei conta que não saía de casa desde de sábado.
Nem pra ir à padaria.
Nem nada.
Então me arrumei e fui ao cinema.
Sozinha.
Uma terça-feira encalorada de Fevereiro.
Um dos últimos cinemas de rua do Rio.
Na sessão das 17h20.
Havia somente velhinhos.
(Em Copacabana tem a maior concentração de velhos e cachorros do planeta!)
E fiquei sentada observando os velhinhos.
Era como se o filme já tivesse começado.
Cheguei até a escrever alguma coisa sobre 8 deles.
3 senhores que sentaram formando um triângulo em 4 fileiras.
E14, F12 e H15.
Os três sozinhos.
O mais próximo de mim checava e-mails em seu i-phone da apple.
hehehhe...
Confesso que achei engraçado, ainda que fosse o mais jovem dos três.
Eu mesma não tenho a menor intimidade com essas tecnologias...
Talvez um dos traços da minha própria velhice.
E o mais distante pingava colírio nos olhos.
Provavelmente um astigmatísmo, ou algo do tipo.
Todos os velhos são doentes.
Como eu.
Na mesma fileira que eu, mas na outra metade da platéia,
duas velhinhas cochichavam e abanavam seus leques.
Por mais que ar condicionado estivesse congelando a sala quase vazia.
Mais atrás
Três velhinhas, muito arrumadas
e que falavam alto
Como adolescentes histéricas!
eheheeeh...
E é bem provável que de fato fossem.
Na mesma fileira que eu... uma coroa e sua avó.
Não há muito o que falar das duas.
A avó era mesmo bem velhinha.
E o filme era The Curious Case of Benjamin Button,
que conta a vida de um homem que nasceu velho e foi ficando jovem.
Talvez como eu.
Ao menos é uma esperança crer que posso rejuvenescer.
Tinha tanto de mim no filme que nem sei explicar.
Não exatamente os fatos do decorrer do filme,
mas o sentimento por trás dele.
Chorei tanto que quando acenderam as luzes eu estava com vergonha do meu rosto inchado
e levantei o mais rápido que pude,
sem olhar pra ninguém...
Praticamente fugia em direção à praia,
enquanto pensava se poderia ligar pra alguém que me desse um colo,
ou me animasse,
ou me fizesse pensar em outra coisa que não fosse eu mesma e minhas questões.
Talvez as mais antigas e pesadas delas.
Enfim...
Que me ajudasse a fugir de mim!
Ninguém pra ligar!
Fui chorando pelo calçadão.
Entrei numa rua já perto de casa.
Passei no mercado.
Meu cereal acabou.
As lágrimas também.
E voltei pra casa.
Lá não encontrei conforto algum,
como suspeitei que não encontraria.
Nada.
Ninguém...
Só isso...
Bateu uma bad hoje.
Me dei conta que não saía de casa desde de sábado.
Nem pra ir à padaria.
Nem nada.
Então me arrumei e fui ao cinema.
Sozinha.
Uma terça-feira encalorada de Fevereiro.
Um dos últimos cinemas de rua do Rio.
Na sessão das 17h20.
Havia somente velhinhos.
(Em Copacabana tem a maior concentração de velhos e cachorros do planeta!)
E fiquei sentada observando os velhinhos.
Era como se o filme já tivesse começado.
Cheguei até a escrever alguma coisa sobre 8 deles.
3 senhores que sentaram formando um triângulo em 4 fileiras.
E14, F12 e H15.
Os três sozinhos.
O mais próximo de mim checava e-mails em seu i-phone da apple.
hehehhe...
Confesso que achei engraçado, ainda que fosse o mais jovem dos três.
Eu mesma não tenho a menor intimidade com essas tecnologias...
Talvez um dos traços da minha própria velhice.
E o mais distante pingava colírio nos olhos.
Provavelmente um astigmatísmo, ou algo do tipo.
Todos os velhos são doentes.
Como eu.
Na mesma fileira que eu, mas na outra metade da platéia,
duas velhinhas cochichavam e abanavam seus leques.
Por mais que ar condicionado estivesse congelando a sala quase vazia.
Mais atrás
Três velhinhas, muito arrumadas
e que falavam alto
Como adolescentes histéricas!
eheheeeh...
E é bem provável que de fato fossem.
Na mesma fileira que eu... uma coroa e sua avó.
Não há muito o que falar das duas.
A avó era mesmo bem velhinha.
E o filme era The Curious Case of Benjamin Button,
que conta a vida de um homem que nasceu velho e foi ficando jovem.
Talvez como eu.
Ao menos é uma esperança crer que posso rejuvenescer.
Tinha tanto de mim no filme que nem sei explicar.
Não exatamente os fatos do decorrer do filme,
mas o sentimento por trás dele.
Chorei tanto que quando acenderam as luzes eu estava com vergonha do meu rosto inchado
e levantei o mais rápido que pude,
sem olhar pra ninguém...
Praticamente fugia em direção à praia,
enquanto pensava se poderia ligar pra alguém que me desse um colo,
ou me animasse,
ou me fizesse pensar em outra coisa que não fosse eu mesma e minhas questões.
Talvez as mais antigas e pesadas delas.
Enfim...
Que me ajudasse a fugir de mim!
Ninguém pra ligar!
Fui chorando pelo calçadão.
Entrei numa rua já perto de casa.
Passei no mercado.
Meu cereal acabou.
As lágrimas também.
E voltei pra casa.
Lá não encontrei conforto algum,
como suspeitei que não encontraria.
Nada.
Ninguém...
Só isso...
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